HoLEP
Enucleação da próstata com Holmium Laser

A técnica para tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB)

O que é a cirurgia HoLEP?

A técnica para tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB), conhecida como HoLEP, consiste em realizar a enucleação da zona aumentada da próstata utilizando o laser de holmium pela via uretral (sem cortes).​

Toda a zona central da próstata, conhecida como adenoma, é enucleada com o laser para o interior da bexiga. Após isso, utilizamos um aparelho chamado morcelador para retirar o adenoma, em vários fragmentos, sem a necessidade de cortes.

Quando o HoLEP está indicado

A cirurgia a laser de próstata está indicada quando os sintomas urinários comprometem significativamente a qualidade de vida do paciente e não respondem adequadamente ao tratamento medicamentoso. Os principais critérios incluem:

  • Jato urinário fraco persistente, com necessidade de fazer força para urinar
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após a micção
  • Aumento da frequência urinária, especialmente durante a noite (noctúria)
  • Urgência miccional que interfere nas atividades diárias
  • Retenção urinária (incapacidade de urinar) aguda ou crônica
  • Infecções urinárias de repetição relacionadas ao esvaziamento inadequado
  • Presença de pedras na bexiga secundárias à estase urinária
  • Próstatas de grande volume (geralmente acima de 80g) onde outras técnicas apresentam limitações

O HoLEP é particularmente vantajoso em próstatas volumosas, onde métodos como a ressecção transuretral convencional (RTU) apresentam maior risco de sangramento e menor eficácia na remoção do tecido obstrutivo.

Como realizo o HoLEP

O procedimento é realizado por via endoscópica, sem incisões externas. Utilizo anestesia geral ou raquianestesia na maioria dos casos, que oferece relaxamento muscular adequado e permite monitorização do paciente durante a cirurgia.

Inicio o procedimento introduzindo um mini-ressectoscópio 22Fr pela uretra até a próstata. O laser de holmium é então acionado para criar planos de dissecção entre o adenoma (tecido que cresceu) e a cápsula prostática normal. Esta etapa de enucleação exige precisão técnica, pois determina a completude da ressecção e influencia diretamente no resultado funcional.

Após a enucleação completa de todos os lobos prostáticos, utilizo o morcelador para fragmentar o tecido dentro da bexiga e aspirá-lo completamente. Esta fase é crucial para evitar que fragmentos residuais causem obstrução posterior. Ao final, posiciono uma sonda vesical que permanecerá por 24 a 48 horas.

O tempo cirúrgico varia conforme o volume prostático, situando-se entre 60 e 120 minutos para a maioria dos casos. A perda sanguínea é mínima devido à capacidade de coagulação do laser de holmium, permitindo o procedimento mesmo em pacientes anticoagulados, após ajuste da medicação.

Recuperação e pós-operatório

A internação hospitalar é breve, geralmente 24 a 48 horas. A sonda vesical é retirada no primeiro ou segundo dia pós-operatório, dependendo da ausência de sangramento na urina. É normal observar urina com tonalidade avermelhada nos primeiros dias, que clarifica progressivamente.

O retorno às atividades leves ocorre em aproximadamente uma semana. Atividades que envolvem esforço físico ou levantamento de peso devem ser evitadas por 4 semanas. O retorno ao trabalho varia conforme a função profissional: atividades administrativas podem ser retomadas em 7-10 dias, enquanto trabalhos braçais requerem afastamento de 3-4 semanas.

A melhora do jato urinário é perceptível desde os primeiros dias, embora o resultado definitivo seja avaliado após 3 meses. Durante as primeiras semanas, pode ocorrer urgência miccional transitória, que se resolve gradualmente conforme a bexiga se adapta ao novo padrão de esvaziamento.

Complicações são infrequentes, mas incluem sangramento que requer reintervenção (menos de 2% dos casos), estenose uretral e, raramente, incontinência urinária temporária. A ejaculação retrógrada ocorre na maioria dos pacientes, o que deve ser discutido antes da cirurgia.

Por que tratar com o Dr. Thiago Mourão

Como proctor de HoLEP, tenho a responsabilidade de treinar outros cirurgiões nesta técnica, o que reflete o volume e a experiência acumulada ao longo dos anos. Esta posição é conferida apenas a urologistas com curva de aprendizado consolidada e resultados consistentes.

Minha formação em uro-oncologia no A.C. Camargo Cancer Center, com PhD em Oncologia, proporciona visão ampla sobre as interações entre HPB e câncer de próstata, aspectos relevantes na avaliação pré-operatória de cada paciente. A experiência em cirurgia robótica complementa o arsenal técnico, especialmente em casos complexos.

Na Clínica MomentumVita, o atendimento é exclusivamente particular, permitindo dedicação integral a cada caso e discussão detalhada sobre expectativas e alternativas terapêuticas. O acompanhamento pós-operatório é personalizado, com reavaliações funcionais programadas para monitorar os resultados.

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Se você apresenta sintomas de próstata aumentada ou foi orientado sobre a necessidade de cirurgia, fale comigo pelo WhatsApp (11) 91722-0682. O atendimento é particular, realizado na Clínica MomentumVita na região da Liberdade em São Paulo, com foco na avaliação individualizada e discussão detalhada sobre as opções terapêuticas mais adequadas ao seu caso.

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Dúvidas

Principais questões

HoLEP – Enucleação da próstata com Holmium Laser

Está indicada em próstatas de qualquer tamanho, inclusive as muito aumentadas, em pacientes com sintomas urinários decorrentes da próstata.

Esta técnica possui a vantagem de ser menos invasiva do que as cirurgias com cortes (aberta, laparoscópica ou robótica) e mais definitiva do que a popular “raspagem” da próstata (RTU).

O paciente permanece com uma sonda urinária durante uma internação que, em média, é de um a dois dias. Após esse período, o paciente normalmente recebe alta hospitalar sem esta sonda. É recomendado um repouso relativo, evitando esforços ou atividades físicas, além de relações sexuais, por um período de 2 a 4 semanas. A função sexual não é afetada com este tipo de cirurgia. No entanto, o volume do esperma (sêmen) costuma diminuir (ejaculação retrógrada).

Sim! Além do laser Holmium, outras formas de energia podem ser utilizadas, com diferentes graus de penetração no tecido. Como exemplos, cito a energia bipolar (BipolEP), o laser Thulium (ThuLEP) e o Greenlight (GreenLEP).

A função erétil é preservada no HoLEP, pois os nervos responsáveis pela ereção não são manipulados durante o procedimento. A ejaculação retrógrada, entretanto, ocorre na maioria dos casos, o que afeta a fertilidade mas não o prazer sexual.

Sim, o laser de holmium oferece excelente controle de sangramento, permitindo o procedimento em pacientes anticoagulados. O ajuste da medicação é feito em conjunto com o cardiologista, mantendo-se a segurança cardiovascular.

Uma das grandes vantagens do HoLEP é a possibilidade de tratar próstatas de qualquer volume, desde pequenas até muito volumosas (acima de 200g). Próstatas maiores requerem mais tempo cirúrgico, mas a técnica permanece efetiva.

A incontinência urinária permanente é infrequente (menos de 1% dos casos). Pode ocorrer incontinência temporária nas primeiras semanas, relacionada ao edema local e adaptação vesical, que se resolve espontaneamente ou após fisioterapia pélvica.

A recorrência dos sintomas é muito rara quando o HoLEP é realizado de forma completa. Eventualmente, pode ocorrer estreitamento da uretra (estenose) que requer tratamento específico, mas o crescimento prostático não se repete na área tratada.

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