Cirurgia Robótica Urológica em São Paulo

Realizo cirurgias urológicas com o sistema Da Vinci desde 2017, combinando precisão minimamente invasiva, preservação funcional e os melhores resultados oncológicos. PhD pelo A.C. Camargo Cancer Center e proctor oficial de cirurgia robótica. Agendar avaliação.

Por que escolher o Dr. Thiago Mourão para cirurgia robótica?

PhD pelo A.C. Camargo

Doutorado pelo maior centro de câncer da América Latina, com pesquisa dedicada à uro-oncologia e participação em publicações científicas internacionais, incluindo o grupo cooperativo LARCG.

Cirurgião Da Vinci desde 2017

Realizo procedimentos complexos como prostatectomias, nefrectomias parciais e totais, cistectomias e pieloplastias com o sistema Da Vinci há quase uma década, com foco em preservação funcional e margens oncológicas negativas.

Proctor oficial de cirurgia robótica

Instrutor certificado de outros cirurgiões brasileiros em cirurgia robótica e HoLEP, o que exige atualização contínua e domínio técnico reconhecido pelas fabricantes e sociedades de especialidade.

dr thiago finalizando uma cirurgia robótica

Evolução da Cirurgia Robótica Urológica no Brasil

Uma história recente, uma prática consolidada

A cirurgia robótica urológica é recente, mas sua evolução transformou radicalmente o tratamento das doenças urológicas. A primeira prostatectomia robô-assistida foi publicada em 2001, e no Brasil a tecnologia chegou em 2008 — iniciando uma nova era na urologia minimamente invasiva. Eu realizo procedimentos com o sistema Da Vinci desde 2017 e acompanho de perto essa expansão.

Hoje o país conta com 118 plataformas robóticas — um crescimento de 417% em cinco anos, triplicando o parque instalado em relação a 2017, quando havia apenas 40 equipamentos. A expansão foi consistente: 51 plataformas em 2018, 111 em 2023 e 118 em 2024.

Na urologia, a tecnologia está presente em todas as regiões do Brasil, mas 71% das plataformas estão no Sudeste. Desde 2008, mais de 100 mil cirurgias robóticas foram realizadas no país, com crescimento anual médio de 12,5% — alcançando cerca de 27 mil procedimentos em 2022. No SUS, porém, o acesso ainda é limitado: existem apenas 9 plataformas (7,6% do total), concentradas principalmente em hospitais universitários do Sudeste e Sul.

Plataformas disponíveis hoje no Brasil

O sistema Da Vinci, da Intuitive Surgical, segue como líder absoluto da cirurgia robótica no Brasil, com mais de 100 unidades em uso em mais de 75 hospitais e mais de 160 mil procedimentos realizados desde 2008. Entre seus modelos, o Si foi substituído pelos mais modernos sistemas Xi e X — e são as plataformas que utilizo rotineiramente na minha prática.

Novas tecnologias também começam a ganhar espaço no país: o sistema Versius destaca-se pelo design modular; o Hugo RAS oferece braços independentes sobre rodas; e o Toumai, recém-aprovado pela ANVISA em 2024, em fase de implantação.

A urologia permanece como a principal área de aplicação da cirurgia robótica no Brasil — e é nesse campo que concentro toda a minha atuação cirúrgica robótica.

Procedimentos Urológicos Robóticos que realizo

Abaixo estão os principais procedimentos urológicos que realizo com assistência robótica. Cada caso é avaliado individualmente, considerando estágio da doença, anatomia do paciente, comorbidades e objetivos funcionais.

Prostatectomia Radical Robótica

Tratamento cirúrgico de escolha para o câncer de próstata localizado com intenção curativa. Com o sistema Da Vinci, consigo realizar a dissecção dos feixes neurovasculares com precisão milimétrica, com maiores taxas de preservação da potência erétil e continência urinária sempre que oncologicamente seguro. Internação típica de 1 a 2 dias, sonda vesical por cerca de 7 dias e retorno às atividades leves em torno de 15 dias.

Nefrectomia Parcial Robótica

Cirurgia preservadora de rim para tumores renais pequenos ou intermediários. O objetivo é remover apenas a área acometida pelo tumor, mantendo a maior parte possível do parênquima renal saudável. Essa abordagem protege a função renal a longo prazo — fundamental em pacientes com fator de risco cardiovascular, diabetes ou doença renal crônica — e mantém os resultados oncológicos equivalentes à nefrectomia radical nos casos indicados.

Cistectomia Radical Robótica

Retirada da bexiga para tratamento do câncer de bexiga músculo-invasivo. É um dos procedimentos urológicos mais complexos e se beneficia especialmente da abordagem robótica, que permite uma remoção do órgão com segurança e menor perda sanguínea. A reconstrução do trato urinário (neobexiga ou conduto ileal Bricker) também é realizada totalmente por via robótica na minha experiência. Este é um procedimento que deve ser executado preferencialmente por uro-oncologistas habituados na técnica e no acompanhamento dos pacientes antes e após a cirurgia.

Pieloplastia Robótica

Tratamento da estenose da junção ureteropélvica — uma obstrução no ponto onde o rim se conecta ao ureter. A abordagem robótica permite reconstruir essa região com suturas finas e precisas, restaurando a drenagem urinária e preservando a função renal. Indicação frequente em adultos jovens com dor lombar recorrente e hidronefrose.

Funcionamento e vantagens da cirurgia robótica

Como funciona o sistema

O sistema robótico não opera de forma autônoma. Cada movimento dos braços é comandado por mim, a partir de um console ergonômico com controles de alta precisão. A plataforma Da Vinci oferece:

  • Visão tridimensional magnificada em até 15 vezes, em alta definição.
  • Instrumentos com 7 graus de liberdade e rotação de 360 graus — superiores à mobilidade do punho humano.
  • Correção automática de tremores e filtro de movimentos bruscos.
  • Ergonomia mantida durante todo o procedimento, o que reduz fadiga em cirurgias longas.

Benefícios perioperatórios

  • Menor sangramento intraoperatório e redução na necessidade de transfusão.
  • Menor tempo de internação — tipicamente 1 a 2 dias, conforme o procedimento.
  • Incisões pequenas (0,5 a 1,5 cm), com melhor resultado estético.
  • Menor dor pós-operatória e redução no uso de analgésicos.

Resultados funcionais e oncológicos

  • Maior preservação da função erétil e da continência urinária na prostatectomia, sempre que oncologicamente seguro.
  • Maior preservação da função renal na nefrectomia parcial, com controle preciso da isquemia quente.
  • Margens cirúrgicas negativas equivalentes à cirurgia aberta em mãos experientes.
  • Controle bioquímico (PSA) comparável às técnicas convencionais após prostatectomia.
  • Retorno mais rápido às atividades habituais do paciente.

Pré e pós-operatório da cirurgia robótica urológica

Preparação pré-operatória

Antes da cirurgia, realizo uma avaliação cuidadosa do paciente, que inclui:

  • Exames laboratoriais completos (hemograma, função renal, coagulograma, tipagem sanguínea).
  • Exames de imagem específicos para o planejamento cirúrgico.
  • Avaliação cardiológica pré-operatória quando indicada.
  • Consulta com o anestesiologista.
  • Orientações específicas sobre medicações em uso (especialmente anticoagulantes).

A internação geralmente ocorre no próprio dia da cirurgia, com jejum completo de pelo menos 8 horas e anestesia geral.

Pós-operatório imediato — Prostatectomia radical robótica

Após a prostatectomia, o paciente retorna ao quarto com sonda vesical, que drena toda a urina pela uretra durante o período inicial de cicatrização. A internação costuma ser de 1 a 2 dias — significativamente menor do que na cirurgia aberta.

Pós-operatório imediato — Nefrectomia e adrenalectomia robóticas

Nesses procedimentos, a sonda vesical é retirada geralmente na manhã seguinte à cirurgia, permitindo alta hospitalar ainda mais precoce.

Seguimento ambulatorial
  • Retorno na primeira semana para reavaliação clínica e da ferida operatória.
  • Retirada da sonda vesical conforme o protocolo — em média 7 dias após prostatectomia.
  • Acompanhamento oncológico regular com PSA (prostatectomia) ou exames de imagem periódicos (tumores renais e de bexiga).
Cuidados domiciliares
  • Repouso relativo por aproximadamente 30 dias — sem esforços físicos intensos nem atividades de impacto.
  • Hidratação adequada e alimentação balanceada.
  • Higienização das feridas operatórias durante o banho.
  • Uso correto das medicações prescritas.
  • Reabilitação funcional (fisioterapia do assoalho pélvico) quando indicada, especialmente após prostatectomia.

O futuro da medicina robótica urológica

A medicina robótica vive um momento de transformação acelerada. A integração da inteligência artificial, do machine learning e da tecnologia 5G está ampliando continuamente as possibilidades da cirurgia urológica.

Entre as principais inovações em desenvolvimento:

  • Cirurgia robótica remota (telecirurgia) — já testada internacionalmente.
  • Realidade aumentada aplicada aos sistemas robóticos, com sobreposição de imagens em tempo real.
  • Análise de dados intraoperatória com apoio de inteligência artificial.
  • Instrumentos com feedback háptico (sensação tátil para o cirurgião).

Como proctor de cirurgia robótica, participo ativamente dessa evolução — formando novos cirurgiões e incorporando melhores práticas às minhas próprias técnicas.

Expansão no Brasil e caminho a seguir

A entrada de novas plataformas aumenta a competitividade do setor e tende a reduzir custos, viabilizando:

  • Expansão para mais centros médicos em todo o país.
  • Projetos-piloto no SUS, especialmente em hospitais universitários.
  • Treinamento e certificação especializada em cirurgia robótica.
  • Padronização de protocolos cirúrgicos entre serviços.

A cirurgia robótica urológica é uma realidade consolidada no Brasil, e seu crescimento continuará aproximando o país da posição de referência regional.

Projeções para 2025–2030

  • Duplicação do número de plataformas instaladas.
  • Expansão para hospitais de médio porte fora dos grandes centros.
  • Maior demanda por profissionais experientes e capacitados em cirurgia robótica.

A medicina robótica não é mais o futuro — é o presente, e está revolucionando o tratamento urológico no Brasil.

Onde realizo minhas cirurgias robóticas em São Paulo

Atendo meus pacientes na Clínica MomentumVita, no bairro da Liberdade, e realizo as cirurgias robóticas nos principais hospitais de São Paulo com plataforma Da Vinci, escolhidos em conjunto com o paciente conforme preferência, conveniência geográfica e cobertura individual. A lista completa dos hospitais onde atuo está disponível na página de Locais de Atuação.

Perguntas frequentes sobre cirurgia robótica urológica

A cirurgia robótica é segura?

Sim. A cirurgia robótica urológica é consolidada há mais de duas décadas, com ampla literatura científica demonstrando segurança equivalente ou superior à cirurgia aberta. A plataforma Da Vinci tem certificação da FDA e da ANVISA, e os cirurgiões passam por treinamento e certificação específicos antes de operar. Na minha prática, utilizo o sistema Da Vinci desde 2017.

A cirurgia robótica dói mais ou menos que a cirurgia aberta?

Menos. Por utilizar incisões muito pequenas (0,5 a 1,5 cm) e causar menor trauma aos tecidos, a cirurgia robótica está associada a menos dor pós-operatória, menor uso de analgésicos e recuperação mais rápida em comparação à cirurgia convencional.

Qual o tempo de recuperação após uma prostatectomia robótica?

A internação costuma ser de 1 a 2 dias. A sonda vesical é retirada em média após 7 dias. O retorno a atividades leves ocorre por volta de 15 dias, e atividades físicas mais intensas são liberadas progressivamente após 30 dias, conforme a evolução de cada paciente.

O robô opera sozinho?

Não. O robô é um instrumento de precisão — todos os movimentos dos braços robóticos são comandados por mim, a partir de um console cirúrgico. A tecnologia amplia a visão, filtra tremores e oferece maior liberdade de movimento, mas a decisão e a execução técnica são sempre do cirurgião.

Quais procedimentos urológicos você realiza por via robótica?

Prostatectomia radical robótica (câncer de próstata), nefrectomia parcial robótica (tumores renais preservando rim), nefrectomia radical robótica, cistectomia radical robótica (câncer de bexiga), adrenalectomia robótica (tumores da adrenal) e pieloplastia robótica (estenose da junção ureteropélvica), dentre outros procedimentos reconstrutivos.

A cirurgia robótica é melhor do que a cirurgia aberta para câncer de próstata?

Em mãos experientes, as taxas oncológicas de cura (margens cirúrgicas negativas, controle do PSA) são equivalentes às da cirurgia aberta. A vantagem da abordagem robótica está nos desfechos perioperatórios (menor sangramento, menor tempo de internação) e funcionais (melhor preservação de continência urinária e função erétil).

O atendimento é por convênio?

Em meu consultório particular na Clínica MomentumVita, o atendimento é exclusivamente particular. As cirurgias podem ser realizadas em hospitais conveniados conforme a cobertura individual — entre em contato pelo WhatsApp (11) 91722-0682 para informações detalhadas sobre o seu caso.

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Dr Thiago Mourão

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