Uro-Oncologia Especializada · São Paulo

Câncer de Pênis:
Tratamento Preservador em São Paulo

O diagnóstico gera dúvidas sobre preservação da função sexual e qualidade de vida. Com formação em uro-oncologia no A.C. Camargo Cancer Center, conduzo esses casos priorizando técnicas que conciliam controle oncológico rigoroso com preservação máxima da anatomia — sempre que possível.

🎓 PhD em Oncologia
A.C. Camargo Cancer Center
🤖 Proctor de Cirurgia Robótica
Formador de cirurgiões
🏥 Clínica MomentumVita
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Atendimento exclusivamente particular · CRM-SP 152.747 · RQE 65.767

O que é o câncer de pênis

O carcinoma peniano é uma neoplasia maligna que acomete principalmente a glande e o prepúcio, representando cerca de 2% de todos os tumores masculinos no Brasil. Segundo dados do INCA, o país registra mais de 1.500 casos novos por ano, com maior incidência nas regiões Norte e Nordeste.

O tipo histológico mais comum é o carcinoma escamoso — presente em cerca de 95% dos casos — frequentemente associado à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente os subtipos 16 e 18. Outros fatores de risco incluem fimose, higiene inadequada, tabagismo e inflamação crônica.

A doença manifesta-se inicialmente como lesões ulceradas, verrugas que não cicatrizam, nódulos ou espessamentos na glande ou prepúcio. Pode haver odor característico, sangramento ou secreção purulenta. O crescimento costuma ser lento, mas a disseminação para os linfonodos inguinais determina o prognóstico.

📍 Estadiamento T
Tamanho e invasão local do tumor — da mucosa superficial até corpos cavernosos.
🔗 Estadiamento N
Comprometimento dos linfonodos inguinais e ilíacos — principal determinante do prognóstico.
🌐 Estadiamento M
Presença de metástases distantes — pulmonar, hepática ou óssea em casos avançados.

Quando o tratamento está indicado

O tratamento está indicado imediatamente após confirmação histopatológica por biópsia. Toda lesão suspeita deve ser investigada sem demora — o diagnóstico diferencial inclui balanopostite, líquen escleroso, psoríase genital e condilomas benignos.

🔴 Sinais de alerta

  • Lesões ulceradas persistentes por mais de 4 semanas
  • Nódulos que não respondem a tratamento clínico
  • Verrugas com crescimento rápido ou mudança de aspecto
  • Sangramento ou secreção purulenta recorrente
  • Linfonodos aumentados na virilha

🔬 Estadiamento complementar

  • Tomografia de pelve e abdome
  • Ressonância magnética local (extensão tumoral)
  • Tomografia de tórax (casos avançados)
  • Biópsia incisional ou excisional para diagnóstico definitivo

Como conduzo o tratamento do câncer de pênis

O planejamento terapêutico segue protocolos oncológicos estabelecidos, priorizando técnicas que preservem a maior extensão possível do órgão sem comprometer o resultado oncológico. Cada caso é individualizado conforme localização, tamanho e grau de invasão tumoral.

✂️ Excisão local ampla
Para lesões superficiais menores que 2 cm confinadas à glande. Preserva a função sexual e miccional na maioria dos pacientes. Realizada sob anestesia regional ou geral, com duração média de 1 hora.
🔪 Penectomia parcial
Indicada em tumores maiores ou com invasão de corpos cavernosos. Remove apenas a porção acometida, mantendo comprimento suficiente para micção em pé e atividade sexual. Reconstrução realizada no mesmo tempo cirúrgico.
⚕️ Penectomia total
Reservada para casos avançados com invasão extensa. Inclui confecção de uretrostomia perineal. Quando viável, discuto alternativas como radioterapia ou quimioterapia neoadjuvante para redução tumoral prévia.
🤖 Linfadenectomia inguinal
Indicada em lesões de alto grau ou com invasão. Pode ser realizada por videolaparoscopia ou cirurgia robótica em casos selecionados — menor morbidade, menor risco de linfedema, recuperação mais rápida.

Recuperação e pós-operatório

O período de internação varia conforme a extensão da cirurgia: 24-48 horas para excisões locais, 2-3 dias para penectomias ou linfadenectomias. A alta ocorre após controle adequado da dor e capacidade de deambulação.

🏥

Dias 1–3
Internação e controle de dor

🩹

Dias 7–10
Repouso relativo e curativos diários

💼

2–3 semanas
Retorno gradual às atividades

❤️

8 semanas
Atividade sexual (cirurgias preservadoras)

O seguimento oncológico é rigoroso: consultas mensais ou bimestrais no primeiro ano, trimestrais no segundo, semestrais a partir do terceiro. A maioria das recidivas ocorre nos primeiros dois anos — daí a importância do acompanhamento regular.

Por que tratar com o Dr. Thiago Mourão

A formação em uro-oncologia no A.C. Camargo Cancer Center proporcionou experiência específica no manejo de tumores urológicos complexos, incluindo o carcinoma peniano. O PhD em Oncologia aprofundou conhecimentos em biologia tumoral e nos protocolos terapêuticos mais atualizados.

🎓 Formação Diferenciada

PhD em Oncologia pelo A.C. Camargo Cancer Center — um dos centros oncológicos de maior referência da América Latina.

🤖 Tecnologia Robótica

Como proctor de cirurgia robótica, aplica técnicas minimamente invasivas na linfadenectomia inguinal — reduzindo internação, complicações e linfedema.

🧬 Cirurgia Preservadora

Experiência em cirurgia oncológica preservadora permite oferecer alternativas que conciliam controle da doença com qualidade de vida — aspecto fundamental neste tipo de tumor.

🏥 Atendimento Personalizado

Consultas sem pressa na Clínica MomentumVita, Liberdade. Tempo adequado para esclarecer dúvidas sobre diagnóstico, opções e expectativas de recuperação.

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O diagnóstico precoce do câncer de pênis é o principal fator para preservar o órgão e obter cura. Tumores superficiais sem comprometimento linfonodal têm mais de 95% de chance de cura com cirurgia preservadora.


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+95%

de cura em tumores superficiais sem comprometimento linfonodal — com tratamento cirúrgico adequado

Dr. Thiago Mourão

CRM-SP 152.747 · RQE 65.767

Perguntas frequentes

❓ O câncer de pênis sempre exige amputação do órgão?

Não necessariamente. Tumores pequenos e superficiais podem ser tratados com excisão local ampla, preservando a maior parte do pênis. A extensão da cirurgia depende do tamanho, localização e grau de invasão tumoral. A abordagem preservadora é sempre a primeira escolha quando tecnicamente segura do ponto de vista oncológico.

❓ É possível manter a função sexual após o tratamento?

Em muitos casos, sim. Cirurgias preservadoras mantêm função sexual satisfatória. Mesmo em penectomias parciais, pode haver preservação da capacidade de ereção e orgasmo, especialmente quando o comprimento residual é adequado. O acompanhamento psicológico é parte do plano terapêutico quando necessário.

❓ Qual é a chance de cura do câncer de pênis?

O prognóstico varia conforme o estadiamento. Tumores superficiais sem comprometimento linfonodal têm mais de 95% de cura. A presença de metástases linfonodais reduz as taxas de sobrevida — o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da investigação imediata de qualquer lesão suspeita.

❓ O HPV realmente causa câncer de pênis?

Sim. O papilomavírus humano é detectado em 30-50% dos casos de carcinoma peniano. Os subtipos 16 e 18 são os mais oncogênicos. A vacinação contra HPV é medida preventiva eficaz e recomendada, especialmente quando aplicada antes do início da atividade sexual.

❓ Homens circuncidados têm menor risco de câncer de pênis?

A circuncisão reduz significativamente o risco, eliminando a fimose e facilitando a higiene local. Homens circuncidados na infância têm risco praticamente nulo de desenvolver carcinoma peniano. Isso não significa que a cirurgia seja indicada de forma preventiva para todos, mas a fimose deve ser tratada adequadamente.

❓ É necessário remover os linfonodos da virilha sempre?

Depende do estadiamento. Lesões superficiais de baixo grau permitem vigilância clínica com exames de imagem. Tumores de alto grau ou com invasão requerem avaliação e eventualmente cirurgia linfonodal. Quando indicada, a linfadenectomia pode ser realizada por cirurgia robótica, com menor risco de complicações.

❓ Quimioterapia é eficaz no câncer de pênis?

A quimioterapia tem papel em casos avançados ou metastáticos. Esquemas baseados em cisplatina e 5-fluorouracil mostram resposta em tumores localmente avançados. Em casos selecionados, pode reduzir o tamanho tumoral antes da cirurgia, ampliando as possibilidades de abordagem preservadora.

❓ Como é o seguimento após o tratamento?

O acompanhamento é rigoroso: consultas mensais ou bimestrais no 1.º ano, trimestrais no 2.º ano e semestrais a partir do 3.º. Inclui exame físico detalhado, palpação de linfonodos e exames de imagem conforme protocolo. A maioria das recidivas ocorre nos primeiros dois anos.

❓ Existe prevenção para o câncer de pênis?

Sim. As principais medidas incluem vacinação contra HPV, higiene genital adequada, tratamento da fimose, cessação do tabagismo e uso de preservativos. O diagnóstico precoce de lesões suspeitas é fundamental — qualquer lesão genital que não cicatriza em 4 semanas deve ser avaliada por especialista.

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